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Bullying em idade adulta !

         A maioria dos congressos de educação realizados nos USA e no Canadá têm discutido o "Bullying", esse termo não apresenta tradução exata no português, mas é possível afirmar que se refere à prática de intimidação e constrangimento sofrida por crianças e jovens no ambiente escolar. Na maioria dos casos, o agressor tem a mesma idade de sua vítima. E, um alerta aos navegantes, esse não é um fenômeno  presente apenas na terra dos gringos, segundo li numa revista de educação, o número de crianças que se queixa de ser humilhada física e moralmente aumenta a cada dia no Brasil. Sabe aquele menino ou menina gordinhos que são "carinhosamente" apelidados pelos colegas de "baleia" "rolha de poço" e "Free Willy "? Pois é , essa é uma das formas mais comuns de Bullying e, conforme afirma a maioria dos psicólogos, essa atitude vai aos poucos trasnformando a criança num ser inseguro, temeroso e propenso à depressão.  

          De acordo com o filósofo Schopenhauer, considerado o mais pessimista de todos os pensadores, os seres humanos nascem essencialmente maus. O psicanalista Freud afirmava que devido à nossa ancestralidade animal, possuímos instintivamente certas tendências para o perverso e para o violento. No documentário Bowling for Columbine, Moore discute aspectos da violência essencial presente no temor dos americanos, o cineasta busca compreender que razões levariam um jovem de classe média a balear professores e colegas de classe.

          Bem, não pretendo, neste post, discutir sobre a violência presente no filme Cidade de Deus, sub-produto da miséria e da exclusão social. Gostaria de propor uma reflexão sobre aquele tipo de violência que reside no âmago de nosso ser e que independe de questões sociais.

          Para começar, vamos às obviedades : somos diariamente confrontados por anúncios de TV que nos incitam à competitividade. Precisamos mostrar ao mundo que somos bons, muito bons. Anseamos pelo aplauso e pelo reconhecimento alheios. Se aguçarmos as nossas lembranças, perceberemos que desde a infância nos esforçamos para ser campeões em TUDO. Mas, no infortúnio de nossa caminhada, descobrimos que não há espaço para todos os nossos egocêntricos sonhos. A partir dessa angustiante contatação, creio que talvez  uma espécie de Bullying passe a circundar as relações humanas. Afinal na idade adulta, também somos expostos a comentários maldosos e situações absolutamente contrangedoras. No microuniverso humano, uma das formas de destruir a auto-estima de alguém e roubar-lhe o prestígio junto ao grupo parece ocorrer por intermédio do sórdido joguinho do "eu tava brincando". A partir dessa expressão, as pessoas justificam qualquer injúria e aproveitam para destilar o seu mais poderoso veneno. Claro, essa expressão costuma sempre vir acompanhada de risinhos e gracejos, mas no fundo tem a mesma intenção malignamente humana. Sempre detestei  "brincadeirinhas" que expusessem impiedosamente as dores de alguém. Essas ditas "piadinhas" são na verdade o retrato de nossa covardia, pois nos aproveitamos delas para dizer o que realmente pensamos e ainda que pareçam inofensivas, não são, acreditem.

          A cada dia torno-me mais e mais adepta da sinceridade, porém jamais serei uma defensora da grosseria, afinal acredito no diálogo como forma de superar as diferenças pessoais e, conforme já disse nesse blog, sou e sempre serei um ser pacífico. Veja, não quero dizer com isso que sou do tipo "boazinha", dentro de mim reside uma série dessas perversões, mas estando consciente de meus defeitos procuro estar atenta à força de meu potencial de destruição. Para que fique bem claro, devo salientar que ao me referir ao Bullying em estado adulto, na realidade, estou fazendo um apelo contra toda e qualquer atitude que tenha a primordial intenção de atacar, discriminar, constranger ou humilhar alguém. Sabendo que o mundo de fato não espera que tenhamos a auto-estima necessária para continuarmos existindo e resistindo às inúmeras tentativas do aniquilamento de nossa vontade, meu estúpido discurso propõe que talvez pudéssemos ser mais amorosos e gentis uns com os outros. Tal e qual nos tempos de colégio, algumas "brincadeirinhas" podem ser muito, muito cruéis, portanto contenhamos os nossos ENORMES ego e língua.

Pessoal, há novas fotos no fotoblog, dêem uma passada por lá, para acessá-lo, basta clicar ao lado em CRIAMOS UM FOTOBLOG. Carinhosos abraços !



 Escrito por Laura Beatriz às 21h23 [] [envie esta mensagem]



Enquanto isso no boteco...

Ofereço a vocês, caros amigos e amigas blogueiros, a letra da música Monte Castelo do grupo Legião Urbana. Por mais piegas que isso possa parecer, AMOR, AMOR e AMOR sempre ! E tenho dito ! Como li num blog que visitei, continuemos a cuspir conversa... 

Ainda que eu falasse a língua dos homens
Que falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria 
é só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O Amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece 
O amor é o fogo que arde sem se ver
é ferida que dói e não se sente
é um contentamento descontente
é dor que desatina sem doer 
Ainda que eu falasse a língua dos homens
Que falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria 
é o não querer mais que bem querer
é solitário andar por entre a gente
é um não contentar-se de contente
é cuidar que se ganhe em se perder 
é um estar-se preso por vontade
é servir a quem vence o vencedor
é o tempo que nos mata lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor 
Estou acordado e todos dormem
Todos dormem, todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face-a-face 
é só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade 
Ainda que eu falasse a língua dos homens
Que falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria

 

 



 Escrito por Laura Beatriz às 20h38 [] [envie esta mensagem]



Meu blog está entre os mais legais do UOL !

         Acabo de saber da notícia. Muito obrigada, pessoal ! Vamos continuar usando e abusando desse e de outros espaços virtuais que propõem a discussão e a reflexão de temas variados. A internet é algo realmente inacreditável, por intermédio dela, podemos ser, dizer, sentir e conhecer...

         Mais uma vez eu digo : MUITO OBRIGADA A TODOS !  

         Bem, por hoje é só, afinal meu EGO já está saltitando há horas ininterruptamente. E, cá entre nós, isso é exercício demais para ele.

    PELA INTERNET GILBERTO GIL
 
    Criar meu web site
    Fazer minha home-page
    Com quantos gigabytes
    Se faz uma jangada
    Um barco que veleje
     
    Que veleje nesse infomar
    Que aproveite a vazante da infomaré
    Que leve um oriki do meu velho orixá
    Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
     
    Um barco que veleje nesse infomar
    Que aproveite a vazante da infomaré
    Que leve meu e-mail até Calcutá
    Depois de um hot-link
    Num site de Helsinque
    Para abastecer
     
    Eu quero entrar na rede
    Promover um debate
    Juntar via Internet
    Um grupo de tietes de Connecticut
     
    De Connecticut acessar
    O chefe da Macmilícia de Milão
    Um hacker mafioso acaba de soltar
    Um vírus pra atacar programas no Japão
     
    Eu quero entrar na rede pra contactar
    Os lares do Nepal, os bares do Gabão
    Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
    Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar
     
     
    © Gege Produções Artísticas
 


 Escrito por Laura Beatriz às 18h50 [] [envie esta mensagem]



Mais uma do Raul !

SOM NA CAIXA, MAESTRO !  Ironicamente, Raul Seixas afirma que até mesmo as músicas de protesto podem ser trasnformadas num produto puramente comercial e marketeiro. Abaixo trechos retirados da bela canção "Eu também vou reclamar"do grande Raulzito :

 

Não sei por que razão, mas não estou conseguindo criar um só post e não foi possível colocar toda a letra da música. Pessoal, sempre que eu

clico em "salvar"  aparece aquela mensagem "Você excedeu o número de caracteres". Mas, deixa pra lá, curtamos a belíssima poesia de Raul Seixas :

 

PESSOAL, O TEXTO ABAIXO DISSERTA SOBRE ESTES VERSOS DE RAUL, ADORARIA QUE TODOS OPINASSEM !

Mas é que
Se agora prá fazer sucesso
Pra vender disco de protesto
Todo mundo tem que reclamar
Eu vou tirar meu pé da estrada
E entrar também nessa jogada
E vamos ver quem é que vai güentar
(...)
Ligo o rádio e ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
 
Pare o mundo que eu quero descer
 
(...)
 
Falam em nuvens passageiras
 
Mandam ver qualquer besteira
 
E eu não tenho nada pra escolher
 
(...)
 
Acabo de colocar novas fotos no fotoblog, para acessá-lo basta clicar em Criamos um fotoblog. 
 
Deixem seus comentários !  


 Escrito por Laura Beatriz às 13h42 [] [envie esta mensagem]



A disscussão tá boa ! Participem !

       A amiga blogueira Bianca abriu espaço para uma discussão muito interessante, gostaria de prosseguir com o assunto :

       Certa vez , assisti à uma palestra do Lobão, na qual o cantor vociferava contra o pior de todos os males do meio musical : o famoso jabaculê ou simplesmente jabá. Para quem não sabe, e eu duvido que alguém não saiba, trata-se de um procedimento, no qual as gravadoras "pagam" para que "certas músicas" sejam executadas em programas de rádio e de TV. O cantor afirmava ainda que no Brasil não há um só meio de comunicação que não tenha aderido aos tais jabaculês. Em razão disso, mantenho a minha pergunta : As pessoas de fato gostam do que ouvem ou apenas reagem ao que a mídia lhes oferece/impõe ?

       Jamais fui do tipo intelectual, sou pop à beça, adoro Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra, Luís Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Demônios da Garoa entre outros. Bem, essa é apenas uma parte de meu paladar musical e, claro, acredito na frase "gosto não se discute". Mas, os meus questionamentos centram-se no fato de que há uma indústria  milionária no Brasil e no mundo que conseguiu com grande facilidade transformar a arte, sobretudo a música, num produto de fácil assimilação e de consumo imediato. Eis que surge o meu segundo questionamento : A arte deve sempre agradar aos nossos paladares ? E o que foi trasnformado em produto ainda é arte ?  Segundo os pintores, escritores e músicos do levante modernista de 1922, a arte tem a função de provocar, incomodar, fazer-nos refletir, tirar-nos de nossa usual mansidão. Apenas para se ter uma idéa da força da arte, de acordo com o documentário "Arquitetura da destruição", Hitler abominava os pintores cubistas, aliás, todas as obras que correspondiam à estética Pré - Moderna e Moderna eram nomeadas por ele de "arte degenerada", afinal não se filiavam aos padrões de perfeição estética presentes no Classicismo. Inclusive, esse ditador, uilizou-se da Arte para justificar muitos de seus preceitos nazistas. Como assim ? Bem, por exemplo, ele costumava comparar as deformidades de alguém aos quadros de Pablo Picasso, os quais primam pela distorção das formas. Isso é tão cruel ! Sim, isso é o Ó da crueldade ! A Arte , nesse contexto, está trabalhando a serviço de um regime totalitário e desumano.

       Confesso a vocês que há pouquíssimo tempo aprendi a ouvir música erudita, tive de estudar, afinar o meu ouvido, a fim de poder compreender as nuances daquele emaranhado de notas musicais e de instrumentos. Minha mãe e minha avó tiveram aulas de percepção musical no colégio. Infelizmente, em meu tempo de ginásio e de segundo grau, esse curso já tinha sido retirado dos curricula escolares. Parece ter acontecido o mesmo à Filosofia, ao que tudo indica foi substituída por Educação Moral e Cívica.  E, de acordo com as minhas informações, o mesmo ocorrerá ao curso de Educação Artística. Ou será que já ocorreu ?

      Bem, diante do completo sucateamento da Educação, resta-me apenas torcer para que um contínuo e essencial debate sobre o importância da Arte e a ação transformadora e social do artista se estabeleça. E eis que surge o meu terceiro questionamento: Quem são e como podem ser definidos os artistas da atualidade ? Há quem fale do surgimento de um mercado de celebridades cada vez mais competitivo. Aquelas moças e rapazes que "cantam" e "dançam" podem ser considerados artistas ? Em tempos passados, apenas aquele que possuísse o absoluto domínio de uma determinada área do conhecimento poderia gozar do privilégio de ser reconhido e aclamado como artista. A propósito, a palavra talento está diretamente ligada a essa idéia.

     Não pretendo assumir a persona de um daqueles insuportáveis e boçais críticos de música e literatura, mas não há como negar que a ação de escritores, músicos e pintores junto a movimentos políticos e sociais já foi muito mais significativa e teve um papel decisivo para a conquista da liberdade de expressão e da democracia. As letras de Chico Buarque, por exemplo,  inflamaram os ânimos de toda uma geração. Tá, eu sei, a arte não é apenas um elemento de engajamento e contestação, uma de suas funções está calcada no lazer e no entretenimento.  Mas, e quanto à qualidade ?  Já sei, depende dos olhos de quem vê. Mas, ouvi dizer por aí que os nossos olhos ( e ouvidos ) precisam ser constantemente lapidados e expostos a novas possibilidades de expressão artística, afinal, apenas dessa forma estaremos verdadeiramente livres para escolher. Será ? 

       E você, de que forma percebe todas essas questões e como avalia a arte e a presença do artista nos dias atuais ? Pessoal, observem que não tenho respostas , apenas perguntas e mais perguntas... : )

 

       Um grande abraço e muito obrigada a todos que comentaram no post passado.Valeu !!!

 

 



 Escrito por Laura Beatriz às 11h33 [] [envie esta mensagem]




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